Thursday, April 29, 2010

29 anos bem vividos

Mais um aniversario, mais um ano dos meus 20 que se vai...ano que vem eu deixo de ter vinte e poucos e passo para uma outra fase, a dos 30. Desde pequena eu pensava que aos 30 eu seria uma pessoa com doutorado, solteira, possuiria um belo apartamento decorado com os moveis mais modernos e dirigiria um corvete rosa (claro que quando eu visualizava o meu futuro, era tudo baseado no mundo da Barbie). Mas a minha vida deu uma reviravolta e quando completei 25 anos, eu surtei, mudei de objetivos, queria casar, ter uma familia e ainda ser uma profissional bem sucedida.
O Leo ter re-aparecido no meu caminho deu uma ajudada, e claro...afinal, acho que se nao fosse com ele, eu nunca teria me casado. Estamos juntos ha quase 4 anos e posso dizer que somos um casal feliz. Nos crescemos e aprendemos muito um com o outro. Com ele eu creio que aprendi a ser mais tolerante, na medida do possivel e claro! Nao sejamos hipocritas; comigo ele aprendeu a ser mais agressivo para com a vida e seus objetivos.
Comecamos com um apartamento pequeno em New Jersey, moveis do Wal Mart, eu como baba, ele na Aeronautica. Fiz 26 anos. Tinhamos um carro so. Ai compramos o meu primeiro carrinho um Mazda Mx3 1995 (de boy, falai!). Depois nos mudamos pra Filadelfia. Um apartamento maior. Eu consegui um emprego no TV Guide como reporter/editora. Um sonho realizado. Ele passou a ser cada vez mais reconhecido na Aeronautica. Comprei o meu primeiro carro 0: um Honda Fit vermelho.
Logo depois de completar 27 veio a gravidez, e com ela a vontade de estabelecer raizes, poder matricur minha filha em uma boa escola, crescer cada vez mais profissionalmente para poder dar a ela a vida que os nossos pais nos deram, senao melhor. Quando eu estava de 7 meses, compramos a nossa casa.
A Naomi deu inicio a uma nova fase do casamento; uma fase linda, porem complicada. A paciencia, a tolerancia, a vontade de manter o romance em meio a choros noturnos, troca de fraldas e leite materno vazando...tudo passou a ser em nome dela, para ela e pensando nela. Eu ja estava com 28 aninhos. Comemorei jantando fora com o Leo e a Naomi a tiracolo. Ela tinha 2 meses!
Muita coisa aconteceu desde o seu nascimento ate o dia de hoje, quando completei 29 anos. O Leo saiu da Aeronautica, enfrentou a crise americana ficando desempregado por quase 6 meses; arrumou emprego ganhando praticamente metade do que ganhava; voltou pra faculdade. Eu voltei da licenca maternidade pro TV Guide, sem a menor vontade. O tesao de trabalhar la acabou, afinal nao via oportunidade alguma de crescimento ou de um salario decente. Tirei ferias e fui pro Brasil. Voltei e consegui um emprego (que ja descrevei no ultimo post) para ganhar mais e trabalhar menos - na teoria, e claro. Posso passar mais tempo com a filhota, curtir o seu amadurecimento, rir e chorar a cada coisa nova que ela aprende, poder ter estado presente quando ela deu o seu primeiro passo...momentos inesqueciveis que muita mae que trabalha fora nao pode vivenciar. E ainda por cima, estou sendo reconhecida no meu emprego novo em apenas 4 meses. Me inscrevi num instituto de Relacoes Publicas so para poder ter tempo para mim. Preciso disso. Um tempo livre, onde eu possa sair de casa, aprender coisas novas, conhecer gente nova, fazer um networking...pego meu livro, entro no trem e esqueco de tudo.
Pois e...foram apenas 4 anos desde que a reviravolta comecou, mas acredito que a minha vida tenha evoluido de uma forma incrivel...e eu nao paro! Consigo uma coisa e ja tenho outras mil em mente. Tenho muitos obstaculos, nao pensem que a minha vida e simples nao. Ela e muito da complexa, eu e que levo as coisas da melhor forma possivel para mim e para a minha familia. E eu tenho o apoio da minha familia e dos meus amigos e claro...sem voces nada disso teria sido possivel e eu agradeco todos os dias por ter tanta gente querida ao meu redor!

Monday, March 15, 2010

Feliz 2010 (levemente) atrasado!


Bom dia amiguinhos! Notem que estou postando as 4h44 da manhã e não é porque estava na balada e nem porque a Naomi não dorme! A razão pela qual eu estou atualizando isso daqui a esta hora é: eu agora trabalho no turno da noite. Calma, não virei vigia noturna nem hostess de balada!
Em novembro do ano passado eu recebi uma proposta para mudar de área total. Pensei bem por 5 minutos e aceitei. Eis os por ques:
1) O novo emprego paga mais
2) Só trabalho 3 vezes por semana
3) Continuo usando o português
4) Fica 10 minutos de casa
5) Eu aceitaria de qualquer forma pq o TV Guide já não tava rolando mais. Descobri que eu estava ficando de bode de cinema e TV por causa daquela bosta.
6) Eu moro na Filadélfia e aqui é o centro da área de saúde dos EUA. Esse emprego é na área de saúde então é melhor eu abraçar.
Bom, foram 3 extensos meses de treinamento, já que a função requer muita responsabilidade. Vidas estão em jogo. Se eu errar, alguém pode ficar sem a ambulância aérea em Fiji; o fulano tendo um ataque cardíaco em Niterói pode morrer, a equipe de segurança não conseguiria chegar no Haiti para resgatar feridos, e assim por diante...é claro que há a parte fashion em jogo: a American Express é nossa cliente e eles oferecem para os seus cardholders, um concierge service. Advinha quem é o concierge service? moi. Eu já tive que arrumar ingresso pro show de ano novo esgotado do Cirque de Soleil em Las Vegas pra um banqueiro da Indonesia que queria agradar o filho. E mais: ele queria backstage pra família inteira. Além disso, tive que arranjar a bolsa Chanel de couro caviar vermelha em tamanho gigante pra uma madame de Cingapura. Uma outra nega pagou 1000 dolares numa bolsa da Kate Spade que custava 150. O resto foi de impostos alfandegários e taxa de entrega.
E isso é só 5% do que eu tenho que fazer por aqui...Já decorei códigos médicos, nomes de doenças que eu nunca tinha ouvido falar, acidentes bizarros que o povo da série Survivors sofrem...isso aqui é o paraíso dos hipocondríacos!
Chega de falar do trampo novo e vamos ao que interessa: NAOMI. Ela fez 1 aninho dia 26 e foi batizada no mesmo dia da festa. Estava linda e simpática feito a mãe. Deu High Five pro padre, brincou no colo da festa inteira, bateu palminha no parabéns...orgulho da mamãe. O tema da festa foi Hello Kitty, obviamente. Minha casa lotou e até eu me perguntei de onde saiu aquele povo todo! Teve guaraná e coxinha, brigadeiro e beijinho pra matar a saudade das festinhas do Brasil.
Eu me apaixono por ela cada dia mais. Cada sorriso é um dia ganho; cada vez que ela deita a cabecinha no meu colo fazendo carinho, da vontade de chorar. Ela faz isso na Yumi também. Põe a cabecinha no colo e sorri abraçando! Linda demais, meu deus do céu. Ela adora dançar, empurrar o carrinho de supermercado cheio de tralha. Ela odeia andar na cadeirinha do carro, odeia limpar o nariz e odeia que eu brigue com ela. Ela come de tudo, e quando eu digo de tudo, eu não estou exagerando. Arroz e feijão, brócolis, pizza, burritos, hamburger, salada, peixe, chocolate, couve flor, queijo, peito de peru...fora que ela toma suco no canudinho e é a coisa mais linda. Ela dorme a noite inteira desde os 4 meses de idade. Ela só chora de fome, sono e birra. Ela é o bebê feito sob medida para mim: sussa.
O Leo continua o melhor pai do mundo. Outra novidade é que a Laura, minha irmã de 20 anos (sim, eu tenho tantas que preciso explicar qual é) está morando conosco para estudar inglês e ajudar com a sobrinha. A Naomi já pegou as manias da tia: passar creme e pentear o cabelo. Outra coisa que ela adora é pegar o chinelo dela e entregar em mãos! Naomi odeia ver o chinelo da Laura no chão!
Acho que por hoje é só pessoal! Ainda tenho 1h30 de trabalho pela frente!
Bjs

Wednesday, August 26, 2009

Meio aninho


Naomi hoje faz meio ano de vida...pra quem não é mãe, isso parece bobagem, mas pra mim é uma vitória e uma sensação de uma fase completada com sucesso. Aos seis meses ela já pode comer comidinhas, não precisa mamar toda hora e pode largar a chupeta (desafio master). Aos seis meses os sorrisos e os choros já fazem mais sentido, tanto pra ela quanto para nós, já que podemos distinguir quando é manha, quando é fome, quando é dor e quando é tédio sem ficar tão desesperado.

Ela dá risada. Ela já demonstra um Q de personalidade. Ela senta sozinha e brinca com qualquer coisa que estiver na frente. O branquinho do dentinho já começa a despontar. Ela estranha qualquer um que não seja eu ou o Leo. O número de fraldas caiu bastante e o número de ml de leite aumentou proporcionalmente! O banho já não é tarefa fácil. Eu cago e ando se sem querer misturar uma peça de roupa dela com a nossa na máquina. Ela tenta engatinhar, só que fica frustrada se ao tentar ir pra frente, vai pra trás. Ela enfia TUDO na boca. E quando digo tudo, I mean TUDOOOO. Outro dia virei por um segundo e quando voltei a olhar pra ela, ela tava com o rabo da Yumi enfiado na boca. Ainda bem que eu não sou mãe desesperada! Simplesmente retirei os pelos da boca dela e a vida continua!

Hoje fomos no médico para consulta e vacinas. A mudança é incrível. Antes o médico era cheio de "não podes". Dessa vez a liberdade foi tanta, que eu senti até uma tristeza boa. A primeira vez que senti a cria se tornando independente!!!! Ah, e vale lembrar que ela não soltou um piu com a picada da vacina. Continou rindo da minha cara! Toda vez que vamos ao médico, ele diz: ai, agora tenho que fazer um exame e ela vai chorar. Mas não acontece. Ela nem liga. Ouço os outros bebês no consultório abrindo o berreiro. Não é que ela não chora, é que eu sou ixxxperta e marco as consultas para às 10 da manhã SEMPRE. Nesse horário ela está no auge do bom humor. Se eu marcasse às 5 da tarde, coitado do médico!

Agora preciso voltar ao meu trabalho que eu amo!

Adeus!

Sunday, August 23, 2009

Balada de mãe

A Naomi faz 6 meses essa semana. Ela está o bebê mais lindo do mundo! Sorridente, (quase) não chora, comendo papinha sem reclamar...parei de amamenta-la essa semana. Confesso que senti uma dorzinha de cotovelo do Leo porque ele fica cuidando dela o dia inteiro, e agora que eu não amamento mais, parece que ela gosta mais dele do que de mim!

Sexta-feira eu saí pela primeira vez. Sair pra balada com as amigas, eu digo. Foi muito, muito divertido. Fomos num bar ver o show do Breeders e depois ficamos dançando, bebendo e falando merda até às 2 da manhã. Até pizza na calçada rolou! Aí, ao chegar em casa meio grogue, eu crente que ia dormir, descubro que a minha filhota não tava afim de dormir! Estava acesa no colo do Leo. Ele já estava exausto porque ela deu trabalho, então, tive que engolir o sono e assumir o posto! Mas...ela não me quis! Berrou como se eu fosse uma estranha. Eu achei que fosse dor, ou cansaço e que ela pararia de chorar. Mentira. Enquanto o Leo não pegou ela de mim, foi um berreiro só. Me senti muito mal. Culpada de ter saído e deixado a bichinha, sabe! Mas ao acordar no sábado às 10 da manhã, ela olhou pra mim e abriu aquele sorriso lindo que me derrete todas as manhãs! Foram 6 meses sem sair. E confesso que posso esperar mais 6 meses pra ter vontade de novo! Muita função!

Monday, August 17, 2009

Paulistana, no matter where I live!

Eu nunca tinha me dado conta do quanto eu sou Paulistana até me mudar pros EUA, mais especificamente, para o chamado "suburbs". Os americanos - e pelo que notei, o resto do mundo - tem uma filosofia de vida diferente de nós paulistanos. Nós vivemos e abraçamos o caos. Reclamamos do trânsito, da violência, do barulho, da poluição...mas ao sairmos disso, reclamamos que o atendimento, seja onde for, não se compara à São Paulo. Reclamamos que as pessoas não sabem dirigir. Reclamamos que tudo é longe e que a comida é ruim. Fazemos cara feia para todo e qualquer ser que esteja mal vestido ou vestido de maneira errada para determinada ocasião. Se uma rua não estiver lotada, nós batizamos o lugar de "meio do mato". O paulistano de coração não consegue passar mais de um mês por ano, em chácaras, sítios e até na praia. Um final de semana é o suficiente para relaxar - e relaxar para o Paulistano é chegar no local, descobrir onde tem vida noturna, ficar na balada até o dia clarear, dormir até 2 da tarde, sair para procurar um lugar que ainda esteja aberto para o almoço, e se estressar porque não encontra nenhum. Carnaval em São Paulo é o melhor de todos porque tudo quanto é forasteiro sai da cidade, deixando o trânsito livre e a cidade sem violência! Ano Novo na "Terra da Garoa" tem festas maravilhosas. Ouve-se música boa. Os restaurantes estão abertos e em clima de Reveillon.
Tudo isso sempre foi tão normal na minha vida, que só agora, 3 anos tentando me adaptar ao "american way of life", eu percebo que nasci para viver em São Paulo. Primeiro porque dizem por aí que eu tenho a arrogância necessária. Segundo porque eu AMO a noite, mas o dia tanto faz. Terceiro porque eu odeio mato, galinha, porco, vaca e não sei diferenciar um bezerro de um cabrito; uma palmeira de um coqueiro; e uma hortência de uma azaléia.
Eu conheço bem os defeitos de São Paulo, e acredito que essa seja mais uma caracterísitica do Paulistano. Nós zoamos mineiro, gaúcho, baiano... mas o que nos diferencia é a capacidade de tirar sarro de nós mesmos. O paulistano ama a sua terra em silêncio. Somos odiados pelo restante do Brasil, porém, o que seria do país sem São Paulo, hein, hein???
Aí penso: será que um dia eu me adapto ao subúrbio americano? Acho que não. Não vai rolar dirigir mini-vans, botar a Naomi no futebol só porque todas as crianças da rua fazem, ficar falando de comida orgânica, ir ao supermercado de pijama, ir à igreja aos domingos, por a Naomi pra dormir às 8 da noite só porque todos os vizinhos fazem isso (depois acorda às 7 da matina e aí eu tb tenho que acordar. Tô fora.), proibir minha filha de ver TV só porque os vizinhos proibem (eu sou viciada em TV e não pretendo mudar isso), adotar um Golden Retreiver e deixá-lo lamber a minha cara (cachorro é cachorro, sorry) e o PIOR: desenvolver o espírito super ultra mega competitivo na minha filha. TUDO aqui se baseia em competição, em ver quem é o melhor. Ninguém joga baseball porque é legal. Eles jogam pra competir na liga infantil, juvenil, puta que pariu...as meninas não fazem ballet desde o nascimento porque é saudável. Elas fazem para terem mais chances de se tornarem cheerleaders idiotas no futuro. Só de escrever essas coisas me dá medo de criar a minha filha aqui. Tenho vontade de arrumar as minhas malas e me mandar pro Brasil! To começando a entender porque eu não me dou com os meus vizinhos e porque não tenho amigos gringos!!!! huuum...acho que paulistano só é feliz em São Paulo mesmo.
PS: quando eu falo São Paulo, eu quero dizer a CAPITAL e, no máximo, a Grande SP. O interior é assunto para outro tópico haha.

Friday, July 24, 2009

Milk

Eu sou a mulher mais bicha que eu conheço. Luto pela causa; levantei muita bandeira do arco-íris na Avenida Paulista; frequentei mais balada gay do que muita bicha; e por tudo isso e uma tremenda ignorância, membros da minha família até já espalharam rumores de que eu seria lésbica. Portanto, filme gay não é território estranho no meu repertório de favoritos. Mas Milk eu não ainda não digeri.

Não há dúvida que Sean Penn arrasou, e muito menos que causou furor com a judeuzada do Oscar, mas sei não...deixou muitos buracos na história. Seria muito mais interessante se o filme tivesse mostrado um pouco da vida de Harvey ANTES de ele resolver virar hippie e dominar a bicharada de São Francisco.

Por exemplo: ele era judeu. Ele serviu a Marinha e foi mergulhador na Guerra da Coréia. Ele fez matemática na faculdade. Tinha muitos amigos enquanto escondia a sua homossexualidade. Seus relacionamentos eram destrutivos. Ele trabalhou em Wall Street.

O filme foca muito mais na ascenção da rua Castro do que a vida do ativista. Aí, quando ele é assassinado, não rola aquela emoção, saca? Sei lá...é tão fácil escrever sobre um filme que você amou, ou odiou...mas quando se está em cima do muro, é complicado!

Definição

Quem poderia imaginar que uma conversa banal, tipo Seinfeld: sobre o nada, poderia resultar em algo tão humm...definitivo sobre o que a minha pessoa causa nos outros?


Luiz Longobardi says:
quem concorda comigo me mata de tedio...

To ocupada, sério. says:
quem concorda com vc te mata de tedio, e quem discorda te mata de raiva

To ocupada, sério. says:
entao eu n sei

Luiz Longobardi says:
vc nao concorda comigo

Luiz Longobardi says:
e vc nao em mata de raiva...

Luiz Longobardi says:
vc me irrita

Luiz Longobardi says:
entendeu?

To ocupada, sério. says:
nao, mas tb n quero entender

Luiz Longobardi says:
entao

Luiz Longobardi says:
isso q vc faz...

Luiz Longobardi says:
na maioria das vezes... eh cool..rs

Luiz Longobardi says:
nao me irrita rsrs

Luiz Longobardi says:
eh funny

Luiz Longobardi says:
to viajando