
Eu ando tão ocupada com a minha linda, que fazia tempo que não parava pra pensar na MINHA vida e nos meus sentimentos. Eis que ontem eu conversei com uma pessoa que havia uns cinco anos que não falava. Depois da conversa comecei a pensar nos meus amigos e confesso que fiquei meio deprê. Eu não acredito que amigos tenham que durar pra sempre. Eu costumo manter os meus por muitos anos, mesmo que à distancia. Mas existem aqueles que eu simplesmente não tenho mais nada a ver, e a vida acaba nos afastando.
Pensei em uma briga recente de uma grande amiga com outro grande amigo. A amiga nunca comentou nada sobre o assunto e achei algo prudente da parte dela, já que eu sou amiga dos dois. O amigo, por outro lado, só fala disso e ai de mim se fizer um comentário contra ele. Agora os dois se odeiam. E durante 2 meses eu estou na minha. Pedi pro amigo só me atualizar de coisas concretas, e me poupar de reclamações em vão.
Ontem e hoje eu pensei muito nos dois. Pensei nas coisas que nós poderíamos estar fazendo juntos, como fazíamos antes. Pensei no dia que eu apresentei a amiga pro amigo, num bar em Bethesda, MD. Sentamos os três no balcão e começamos a conversar. Os dois se viraram contra mim em um assunto que agora não me recordo. Foi divertido, mesmo eu sendo apedrejada por ambos! Depois desse dia, muitas outras noites dessas rolaram. Ele apresentou um carinha pra ela que ele achou que combinasse e ta-daaa, eles namoram até hoje (mais de 2 anos depois). Ela dava conselhos pra ele, iam ao cinema juntos...eu deixei DC com uma sensação de missão cumprida. Todos amigos, todos se divertindo. Sentia tanta falta deles no início do meu casamento. Comecei a me sentir meio que esquecida, tamanha a proximidade que os dois criaram. Eu lá em New Jersey, em meio a vacas e tratores, utilizando da tecnologia para acompanhar a vida maluca que eu deixei pra trás em DC...
No meu primeiro Ano Novo de casada, eles vieram passar comigo. Nossa, como a gente riu. Ontem, vendo as fotos, lágrimas escorreram. Geralmente essas lágrimas são de saudade de um tempo bom que eu vivi. No entanto, aquelas eram de tristeza, porque não poderei mais ter os meus amigos ao meu lado em datas importantes como o Natal, o meu aniversário e, principalmente, acompanhando o crescimento da Naomi. Esse lance de "vc vem pra cá esse fds? Senão eu chamo o outro" não é legal. Me lembra da separação dos meus pais, quando eu tinha que passar meus aniversários cada ano com um. Eu tenho um problema sério com separação e acho que é por isso que eu tento sempre unir as galeras, mesmo sabendo que isso nunca dá certo!!!
Aqui nos EUA, tudo é ainda mais complicado porque nem eu, nem ela, nem ele, temos nossas famílias por perto. Nós três éramos como uma família, e isso ajudou a nossa amizade a ser muito forte, mas também ajudou a destrui-la, já que limites não foram colocados onde deveriam ter sido. E aí as brigas passam a ser como as de irmãos né: FEIAS. Só que com uma pequena diferença: o sangue. É tipo comprar uma Louis Vitton verdadeira, tacar no chão, pisar em cima, arrastar no paralelepípedo e depois esquecer na chuva. Agora vá fazer METADE disso com aquela comprada em Chinatown pra ver o que acontece. Faz sentido? Até pensei em bolar uma forma de fazer essas duas múmias fazerem as pazes, mas é melhor deixar o tempo fazê-los perceberem os erros deles, afinal a minha opinião sobre essa briga é: VOCÊS DOIS SÃO CULPADOS. Pronto, falei. ufa. Alívio!


